terça-feira, 11 de novembro de 2014

Novidade!!!

Tenho novidades!!

Tipo um Blog vai virar "Tipo um Livro" estou preparando tudo com muito carinho e antes do Natal terei esse sonho realizado e partilhado com todos vocês.

Em poucos dias farei a apresentação oficial do projeto.
Um grande abraço e meus agradecimentos a todos que acompanham o Blog e a Page!

                                                         Angélica Marques

domingo, 9 de novembro de 2014

PASSADO

O passado só deveria se chamar passado a partir do momento que fosse mesmo “passado”. Mas durante o tempo que ainda nos atormenta deveria ter outro nome.
Tudo que vivemos tem uma razão de ser e de acontecer, passamos por tantas coisas que a princípio não entendemos, mas, que depois se tornam claras.
Quando não conseguimos entender a lição que determinado fato nos trouxe, é porque ainda não aprendemos o que tínhamos que aprender.
E a lógica é simples, a gente aprendeu já na escola isso, não aprendeu: reprova, faz de novo, repete.
E ficamos nós perdendo tempo, tentando superar coisas insuperáveis ao invés de voltar e resolver, pegar o bônus do ensinamento que as situações difíceis nos trazem.
Remoemos ao invés de arregaçar as mangas e destrinchar os problemas.
Dúvidas são muito mais cruéis do que certezas duras, mas a gente não tem coragem, a gente prefere sempre se enganar, e assim vamos enchendo nossa mochila de mágoas, enchendo a cada dia com incertezas e nós na garganta.
A conta chega é claro, sempre chega.
Além do fato de percorrer o nosso caminho sempre com esse peso, nos cansando demasiadamente ao invés de viver uma vida leve, ainda tem a aquela hora que a mochila não aguenta.
E um dia tudo vem a tona, todas as mágoas, todas as questões que deixamos de resolver, algumas porque julgamos menos importantes, outra porque envolvia esforço emocional demais, e tudo de repente está ali, jogado a sua frente, tudo junto, gritando por solução.
Não encha demais sua mochila, não deixe os nós em sua garganta te sufocarem, resolva suas questões, se dedique a suas emoções, sejamos emocionalmente saudáveis.
A saúde emocional é a base da nossa vida, e se a “cachola” não anda bem, com certeza todo o resto estará comprometido.
Ou você acha que dá para empurrar a vida com a barriga eternamente?
Não dá! A gente sofre, a gente carrega passado demais em nosso presente e com isso arrebenta com nosso futuro.
Precisamos entender que determinadas coisas que insistimos em querer em nossas vidas simplesmente não nos cabe, não nos fariam bem, tem Gente cuidando disso, temos que confiar mais em Deus, entender de uma vez por todas que a gente nada sabe dessa vida.
Queremos tudo de imediato, queremos ser amados, bem sucedidos, ouvidos, entendidos, reconhecidos, e tantos outros desejos temos.
E em contrapartida não queremos ao menos esperar, não oferecemos nada em troca de tudo que queremos.
Parar, refletir se até aqui deu certo, cessar condutas improdutivas, fazer um balanço dos teus dias, isso é saudável.
Dar uma sacudida, fechar certos ciclos, deixar certos hábitos, isso sim é honesto consigo mesmo.

Dar passos para a frente sim, mas ponderando o que você quer levar daqui pra frente, e principalmente desapegando de coisas que você não quer mais no seu caminho, transformando coisas e pessoas simplesmente em “passado”.

Angélica Marques

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

NOSSO QUINTAL

Tragédia anunciada! Muitas pessoas indignadas, outras até transtornadas, cada um revestido das suas razões e na busca incessante de culpados para justificar o fato de que nem sempre as coisas acontecem de acordo com a nossa vontade. (sorte nossa).
As pessoas estão com medo, assustadas, pois desejavam a tal mudança, e essa com certeza não virá.
Como qualquer pessoa deste país, logo comecei a pensar sobre a questão. Primeiro minha reação seguiu a onda dos meus pares, fiquei com medo, aflita e insegura em relação aos rumos que provavelmente nosso país tomará, mas em seguida encontrei alento em algumas conclusões.
Nada é novo, nossos problemas são velhos, sempre os mesmos. Não que o cenário não seja alarmante, mas se voltarmos um pouco no tempo certamente chegaremos à conclusão de que tudo está como sempre esteve, com nova roupagem, mas as questões são sempre as mesmas, o que muda é a forma como encaramos as coisas.
Vejamos, eu penso que “jamais na história deste país” houve tanta piriguete por metro quadrado, penso que algumas mulheres levam muito a sério a missão de chocar e escandalizar com os modelos de comportamento.
Mas estou começando a ver com outros olhos essa e outras questões. As piriguetes sempre estiveram por aqui, a única diferença é que eram chamadas de “perdidas”, ou alguns outros nomes.
A única diferença é que há tantos anos atrás a existência delas em nada me afetava. Hoje tenho um filho adolescente e por mim eu exterminaria todas as mulheres da face da terra, nem precisavam ser “perdidas”.
Essa é a diferença: hoje, esse fato, afeta diretamente minha vida.
E não é diferente em tantos outros assuntos, ou vai dizer que é a primeira vez que falta água?
Não é! E também não será a última, só que hoje temos consciência deste fenômeno e sabemos calcular a nossa culpa, o peso dos nossos atos.
E na bendita política não podia ser diferente. Há algum tempo pouco me importava se a gasolina custasse um ou mil reais, eu nem carro tinha, não era comigo, eu não me importava. Influenciava minha vida, mas eu não sabia.
E agora? Tudo nos importa, é com a gente, é no meu e no seu bolso, por isso que parece maior, mais grave, e definitivo.
Políticos e desonestos sempre foram duas palavras da mesma frase, quase que inseparáveis. E foi sempre assim, e sempre será.
Nossa consciência e lucidez, trazidas pela idade ou pela experiência, nos castiga a cada dia nos lembrando que não tem “test drive” na vida real, que não dá para começar de novo, não dá para pular uma jogada. Não dá!
Agora é pra valer, e a percepção de que tudo está afundando é mesmo assustadora.
O que mudou? Nada, ou quase nada. Esse caos é no nosso quintal desde sempre, a única diferença é que enxergamos isso com clareza neste momento.

Clareza que com certeza não chegou a todos os cantos do Brasil, pois se assim fosse estaríamos ao menos esperançosos com uma possibilidade de melhora. Mas...

ANGÉLICA MARQUES