domingo, 29 de junho de 2014

QUEM VOCÊ ACHA QUE É?

Quem você acha que é?

Existe uma grande divergência entre o que achamos que somos e o que realmente somos. Essa divergência é causada pela falha na percepção que temos sobre nós mesmos.
Conheci algumas pessoas que durante algum tempo me convenceram, mesmo que temporariamente, que eram portadoras de um tipo de personalidade e caráter, mas no decorrer da convivência o que vi foram traços totalmente diferentes do que fora inicialmente apresentado.
Penso neste momento que não se trata de falsidade, ou enganação. Acredito que algumas pessoas estão totalmente convencidas de que são A e na verdade são Z, e nem acho que isso seja um defeito completamente.
Uma pessoa, por exemplo, que acredita cegamente que é amado e idolatrado por uma centena de pessoas certamente viverá com essa certeza e se beneficiará, mesmo que equivocadamente, destes benefícios e também dos pesares da condição.
Pessoas que se definem demais, que se descrevem, e que geralmente se intitulam profundas conhecedoras de suas qualidades e alguns defeitos (poucos defeitos é claro), geralmente são as que mais apresentam esta discrepância entre o que é e o que acredita ser.
Conheci uma pessoa que acreditava cegamente que era invejado por sua condição financeira e um psêudo sucesso que acreditava ter, era impressionante como essa pessoa vivia tentando se defender de pessoas que supostamente o invejavam.
Tudo, claro, não passava de uma ilusão da cabeça do ser alienado da sua própria condição humana e também social.
Essa mesma pessoa acreditava que era especial e vivia com essa verdade em sua vida de tal forma que quase convencia as pessoas, mas sempre se decepcionava com os outros, pois somos tratados de acordo com nosso merecimento e não de acordo com o que queremos e, cá pra nós, ninguém consegue enganar todas as pessoas por todo tempo.
Essa pobre pessoa, assim como tantas outras vive uma vida de mentira, a margem de desafios pessoais e autocrítica, e também longe de evoluir como ser humano.
Um passo importante para atingir algum grau de estabilidade emocional é reconhecer nossos defeitos e saber lidar com eles, dia a dia, melhorando ou admitindo nossas falhas.
Sem autorreflexão não há desenvolvimento, não há crescimento. Essas pessoas estão fadadas a um descontentamento imenso, pois acreditam sempre estarem sendo injustiçadas não reconhecidas em suas qualidades e não recompensados por seus feitos ilusórios.
Esse tipo de pessoa tem dificuldade até mesmo para aceitar que alguém a ame de verdade, pois querem ser amadas pelos motivos errados, e não entendem a pureza de sentimentos gratuitos que nascem sem explicação evidente.
Pobres personagens, meros coadjuvantes de lindas histórias que não lhes pertencem.