segunda-feira, 28 de julho de 2014

sábado, 26 de julho de 2014

TESTAMENTO

TESTAMENTO
Talvez seja um pouco cedo, mas, por via das dúvidas quero deixar aqui registrado minhas declarações de última vontade.
Primeiramente registrar que não tenho mais medo de morrer, não mais, eu já tive um dia, mas hoje penso diferente.
Penso que morrer deve ser uma espécie de prêmio, levando em conta que só gente bacana “anda” morrendo.
É claro que Deus mascarou um pouco esse “evento morte”, pois se assim não fosse nós mortais não teríamos paciência para aguardar a nossa vez, o nosso chamado.
Deve haver um plano grandioso do nosso Deus em relação ao “lado de lá”, pense bem, olha o time que Deus anda reunindo, não é piada não, é só observar que qualquer um chega a esta conclusão.
O céu nem deveria ser tão bom assim, mas agora anda cheio de graça, poesia, boa música e, em minha opinião particular, muito bem frequentado.
Todos nós perdemos pessoas queridas, todos nós olhamos para cima uma vez ou outra tentando entender o porquê de tanta saudade e o porquê não conseguimos enxergar coerência no rumo das coisas. Natural.
Bom, voltando as minhas declarações.
Deixo, para meus familiares mais próximos, toda a postura e retidão que me ensinaram as duras penas, com seus exemplos e a condução amorosa.
Deixo aos meus amigos de infância, todas as gargalhadas que me oportunizaram, deixo aquela água na boca de quando recebíamos a mais tola guloseima, e por fim deixo também a boa lembrança do nosso primeiro bichinho de estimação.
Aos amigos que conheci mais adiante, deixo todo friozinho na barriga do primeiro amor, e a euforia de quando este por vezes foi correspondido, deixo também a sensação de liberdade ao pegar pela primeira vez em um volante de um possante qualquer.
Ao meu grande amor, deixo a sensação inebriante de quando o encontrei pela primeira vez, e pela segunda, e provavelmente pela última, deixo ainda o levitar do primeiro beijo.
Aos meus filhos deixo o silêncio de quando os vi nascer, deixo a calma de quando os alimentei pela primeira vez e o orgulho de seus primeiros passos.
Aos que passaram suavemente pela minha vida, deixo o sorriso que trocamos, para os que ficaram um pouco mais deixo um milhão desses sorrisos.
E a você meu querido leitor eu deixo uma pergunta somente: O que você vai deixar para as pessoas que te amam?
Qual é o seu legado?
O que você reuniu na sua vida, pelo que você está lutando?
O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você troca por ela (Henri Thoreau).
Ando pensando sobre o quanto de vida ando deixando em coisas sem valor real.
E você, quanto tempo faz que não come uma manga sem faca, ou anda com pés descalços?
Espero que cada um fique feliz com o que lhe coube neste testamento, é tudo que eu tenho e é o melhor de mim, foi tudo de melhor que eu fiz.
Eis o meu legado: Lembranças e sensações, todas compartilhadas com pessoas importantes.
Angélica Marques

quarta-feira, 23 de julho de 2014

OS PEIXES NÃO VOAM

Somos loucos por aquilo que não temos e mais ainda pelo que jamais poderemos ter. Faz parte da nossa natureza. Acredito eu.
Quando o assunto é amor o padrão é o mesmo, a princípio os requisitos a serem preenchidos pelo príncipe encantado são poucos, os básicos: ter uma bela capa e um cavalo branco claro, mas com o passar do tempo a história vai mudando e o final feliz passa a ficar cada vez mais distante.
 Passamos a desejar que esse mesmo príncipe que foi um dia exaltado pelos seus simples atributos, também saiba cozinhar e ame poemas, os mesmos que amamos, naturalmente.
Os parâmetros que submetemos nossos pares são geralmente baixos no início do relacionamento e altíssimo no decorrer dele.
Essa necessidade que o outro evolua, e não como ser humano, mas sim dentro das nossas expectativas, na verdade é uma inquietação pessoal que transferimos para o outro, cruel e egoísta, porém muito comum.
É muito injusto quando lá pelas tantas passamos a rotular como insuportáveis os costumes, hábitos que até então nos agradavam e até mesmo temperavam o relacionamento.
É evidente que aparar certas arestas no comportamento um do outro em nome de uma convivência saudável é válido e totalmente aceito, mas não é com essa sutileza que isso acontece.
Depois de algum tempo de convivência, e esse tempo pode variar muito, todas as características do eleito entram em cheque, as boas, as ruins, enfim, tudo é medido pesado com a severidade de uma governanta velha e má.
Penso que hoje os relacionamentos acabam por muitos motivos, mas a esse momento de reavaliação poucos sobrevivem, e quando sobrevivem ficam com sequelas gravíssimas.
Odeio exemplos, números, acho que eles estreitam muito toda fala, mas em nome da visualização da situação e também para esclarecer o lindo título lá vai!
Um casamento já com alguns anos, onde o homem é um cara legal, trabalha e defende honestamente o sustento da prole (bela capa), e que também é capaz de propiciar momento agradáveis a bela dama, tanto afetivamente com eventuais gracejos, quanto sexualmente, pois suas energias e seus instintos permitem certas regalias ao casal. (cavalo branco).
Este cara legal não tem defeitos graves e reúne bons princípios, um típico homem que qualquer mulher lúcida viveria toda vida.
Bom, este homem em dois parágrafos já conquistou boa parte do mulherio que clama por um companheiro, afinal nos dias de hoje convenhamos que ou o cavalo ou a capa já são capazes de fazer algumas mulheres gladiarem intensamente entre si.
Mas como toda história tem um “mas”, depois de alguns anos essas características já não são mais suficientes.
Normalmente nesta altura do relacionamento esta mulher já atingiu o ápice de suas preferências e não se contenta mais com nada que seja taxado como mediano. Somos assim, o medíocre nos apavora!
Essa mulher deseja sim esta estabilidade que o cara legal traz na bagagem, deseja seu colo calmo com um rio, mas também quer ser amada por um cafajeste, mas um cafajeste culto e cheio de charme, que seja imprevisível como o mar.
Sabemos que o mar pode nos afogar, mas pagamos pra ver.
E esse é o caminho natural das coisas, não é necessário construir um calabouço para as mulheres que clamam por seres evoluídos, que leiam, e que gostem de teatro e que reparem em letras de músicas magnificas.
Também não devemos mandar para a forca esses homens que acreditam e continuarão acreditando que a capa que o cavalo são capazes de sustentar qualquer relação pela eternidade.
Posto isto o que temos? Homens que se acham verdadeiros heróis e mulheres infelizes com suas expectativas frustradas em tantos ângulos que daria um livro.
O que fazer? O que tiramos de tudo isso?


Primeiramente que o carinha que definiu que homens são de Vênus e mulheres de Marte, ou vice versa, tem toda razão!
Por fim, devemos só nos atentar para um fato relevante, os peixes não voam!!
Devemos valorizar o que cada um tem de bom e não esperar que da noite para o dia o outro comece a fazer coisas extraordinárias somente em nome da nossa felicidade.
Se sua felicidade consiste em ter um homem ao seu lado que seja um ótimo chefe de família, um homem honesto e trabalhador, você terá que procurar alternativas para sua vida social não desaparecer.
E pode acreditar essas alternativas existem, as amigas são ótimas para suprir esses espaços, muitas vezes verdadeiros abismos.
Só fique atenta para não perder o foco, você está feliz com sua vida e só quer se distrair e não abrir mão de coisas que acha importante.
Agora se você realmente quer encontrar um parceiro para viajar para Roma, conhecer o centro de Buenos Aires a pé e entrar em cada viela que você achar um fascínio, ah então amada você deverá investir pesado em sua vida profissional e ser completamente independente, pois esses homens de intelecto feminino geralmente também trazem na bagagem um traço de liberdade que o impedirá de ser um bom pai ou um exímio chefe de família.
Cada pessoa tem sua peculiaridade, e fazer de uma pessoa a sua única fonte de alegria e realização pessoal é realmente muito arriscado.
Não estou dizendo que não exista neste mundo um só homem capaz de reunir as qualidades que precisamos com as que queremos, deve sim existir, mas como diz um Pastor cheio de graça (Pastor Claudio Duarte) se você o encontrar deixe este homem em paz! Ele merece ser feliz.


Angélica Marques

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Péssima ideia.


GOSTARIA DE SUMIR?

Você está preparado para receber tudo o que pede? Preparado para receber o que deseja o que anseia todos os dias?
Desde os pedidos mais simples aos mais bruscos que você pede na hora da raiva?
Será que você está preparado para ser atendido quando grita em alto e bom som: Eu quero sumir! Seria esta mesma a sua vontade?
Estamos acostumados a querer de mais e a valorizar de menos.
Nossa vida se resume em desejar.
Quando crianças desejamos crescer. Na adolescência desejamos não ter espinhas, ter aquele amor impossível, desejamos que nossos pais saiam do nosso pé, desejamos um belo corpo, etc.
Na vida adulta, antes mesmo de perceber que cá estamos e sem nenhum sinal de gratidão por termos ultrapassado mais uma fase, já mudamos totalmente nosso panorama de vida.
As espinham já se foram, aquela paixão platônica se não nos matou ou deixou graves sequelas, também desapareceu, e quase sempre nos diverte quando lembramos.
E a partir dai nossos desejos são mais pretenciosos, desejamos ter uma bela casa, um bom carro, o corpo perfeito ainda nos atrai, e é claro, desejamos o emprego ideal com um salário milionário.
Mas não há nada de errado em querer todas essas coisas. Boa parte delas, se não todas, eu também desejo, o problema é que quando alcançamos tudo, ou parte disso, estas conquistas não preenchem nossa vida, não nos faz feliz como achávamos que fariam.
Eu já quis tantas coisas, eu já quis tantas pessoas, já quis bens materiais e até mesmo sumir, e hoje, em primeiro lugar, agradeço por não sido atendida em meu desejo de sumir. Eu nunca quis sumir de verdade.
Agradeço também por não ter conseguido manter ao meu lado algumas pessoas, Deus sabe o mal que me fariam. Eu não sei, nada sabemos na verdade, mas Ele sabe de tudo e nos preserva dos nossos desejos vazios, baseados em caprichos e vaidades.
Como seria nossa vida se tudo aquilo que pedimos estivesse ao nosso alcance? Provavelmente, uma catástrofe.
Acho que um excelente exercício seria olhar para tudo o que nem sequer tivemos a ousadia de desejar e que se estabeleceu em nossa vida, e agradecer por isso.
Desejar, querer, lutar é, sim, um excelente combustível para a nossa vida, nos move e nos faz alcançar objetivos e crescer em vários aspectos. Não estou me opondo a isto.
O que nos falta é ter objetividade no que queremos e saber enxergar nossas vitórias diárias.
Não baseie sua vida em um “SE”: se eu tivesse, se eu pudesse, se eu conseguisse, se você viesse, e outros tantos “SE” que nos acorrentam e nos afastam da paz que necessitamos para realmente efetivar nossos projetos.
Aliás, eu amo esta palavra, “projeto”. Acredito que é mais positiva e mais palpável que “desejo”.
Um truque bacana que vem funcionando na minha vida, e vou compartilhar com vocês.
Não necessariamente em janeiro, ou no dia primeiro, mas, uma vez por ano, eu faço uma lista de projetos, em um circulo no meio de uma folha eu coloco o ano, e vou puxando setas para, em círculos menores elencar os meus projetos.
A graça não é necessariamente fazer o mapa de projetos para o seguinte ano. A graça é olhar esse mapa no ano seguinte e avaliar, riscar o que foi realizado, escrever ao lado de cada balãozinho que foi cumprido parcialmente, o que falta, ou que passou daquilo.
Faça seu mapa de projetos sim, expresse nele o que pretende em sua vida. Isso é importante para você se organizar, mas não se esqueça de olhar uma segunda vez para esse mapa e reavaliar cada balãozinho.
Em uma folha em branco cabem muitas coisas, Projete-se! Seja feliz com o possível.

Angélica Marques

sexta-feira, 18 de julho de 2014

GRANDES EDIFICAÇÕES


...não era você


 

SÓ UM TAPINHA NÃO DÓI!

Espada de São Jorge, borrachinha de chuveiro, vara de marmelo, cinto de couro, chinelo e uma infinidade de objetos que só as mães sabem escolher.
Todos esses instrumentos, segundo meu entendimento, são essenciais para implantar o significado da palavra NÃO para os pequeninos.
Recentemente assistimos o caso de um garoto que foi assassinato cruelmente pela madrasta e, possivelmente, com a anuência do próprio pai. Bom, e assim se implantou a polêmica.
É importante diferenciar ao “tapa limitador” de um ato de agressão praticado contra uma criança indefesa. Repudio qualquer tipo de violência, ainda mais praticada contra uma pessoa que não tem condições de se defender, mas vamos e venhamos, se com uma condução rigorosa as crianças já resistem às regras, imaginem sem.
Foi aprovada, devido à polêmica gerada pelo caso citado, a ”Lei Menino Bernardo”, que visa colocar mais uma responsabilidade na conta do Estado, ou seja, mais uma coisa que vai virar processo, a educação de uma criança será delineada pelo “pode, não pode” do Poder Judiciário!
A meu ver, um pai que deixa de corrigir seu filho no tempo correto e na proporção da sua transgressão é que deveria ser punido, pois este pai está entregando a sociedade um individuo sem limites e que não está acostumado a lidar com as consequências de seus atos.
Acho que experimentei todos os tipos de chinelos disponíveis no mercado na minha infância, e o que isso me gerou não foram traumas, mas sim ensinamentos e limites que carrego até hoje em minha vida.
O Estado não pode e não deve interferir na escolha dos pais em relação ao método adotado para conduzirem a educação dos seus filhos, pelo menos enquanto esse mesmo Estado não tiver competência para, no mínimo, instruir a população a controlar a quantidade de filhos que tem.
Particularmente conheço um pouco sobre leis e garanto que já existem leis que protegem as pessoas contra violência, seja ela praticada contra crianças ou adultos, pelos seus pais ou por qualquer outra pessoa.
Até acho válido a mídia estar atenta a casos de violência e noticiar esses expoentes que tanto nos espantam de tempo em tempo, mas dai a criar uma lei assim, no calor da discussão, eu acho que é potencializar o problema.
A ideia é bem intencionada e parece um bálsamo diante a barbárie assistida nos telejornais, mas vejamos; quem irá dosar o que pode e o que não pode?
O pai que grita agride menos uma criança do que o pai que bate?
Se a criança chorar muito a pena será maior?
A correção não causa traumas, a correção ensina princípios. E não pode nem deve ser reprimida.
É dever da família nortear os seus para que possam viver em sociedade. Caso contrário, se um pai não tiver mais o direito de corrigir seu filho da maneira que julgar adequada, o que esse pai fará diante a rebeldia do infante? Vai entrar com um processo por desacato a autoridade contra seu filho?
Acho que um velho ditado sempre cai bem: roupa suja se lava em casa.
Por aqui, ainda fico no chacoalhão, mas por experiência própria confesso que as chineladas que levei nunca doeram tanto assim. Doem mais as que levo hoje nesse mundão sem porteira.


Angélica Marques.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Passageiros

Consideramos nosso caminho tão importante, nossas escolhas tão definitivas, nossos "sins" tão arriscados, nossas renúncias tão heroicas.
Na verdade somos meros passageiros de um trem que nunca para, e nosso ponto vai chegar.
Aproveite a viagem! 

terça-feira, 15 de julho de 2014

OUTRA VEZ...

E de repente começa outra vez, a dor, a lágrima fácil e aquele aperto no peito.
Mas dessa vez, eu não vou correr pra você injustiçada com a tua ausência e reclamando direitos que nunca tive, dessa vez ficaremos bem aqui, só eu a tua ausência, ao menos é algo de você que não me deixa nunca.
Também não vou jurar que nunca mais te grito, até porque nem quero isso, vou ficar aqui torcendo para esse amor próprio ser sufocado pela saudade e sucumbir.

Angélica Marques.

O FIM DO MUNDO

Acho péssimo o habito de reclamar, as lamentações mesmo que motivadas geralmente não costumam render resultados práticos, e no ritmo que vivemos não temos mais o direito de ser antiproducentes. Mas preciso reclamar um pouco agora, e já que não pretendo ir as ruas com cartazes e queimar bandeiras, seguirei com meu instrumento não menos poderoso: As palavras!
Tudo anda mal, tudo anda a beira do fim, o panorama de “tudo” é assustador.
A economia do Brasil nunca esteve tão confusa, economistas falam em cautela, alguns sociólogos enxergam uma mudança de postura do consumidor, o consumidor caminha freneticamente contra todos os estudos, e eu só vejo meu carrinho de compras cada vez mais caro e mais vazio.
A educação está uma calamidade, outro dia vi um post onde uma suposta questão de uma prova mencionava a funkeira Walesca Popozuda, intitulando-a como pensadora contemporânea (e eu ainda tenho que escrever isso com letra maiúscula), achei até engraçado, mas quando fui conferir era mesmo verdade, perdeu a graça na hora, meu Deus, onde valos parar?
Se o que é esperado que nossos jovens saibam é o que parafraseia uma figura dessas, eu não sei de mais nada, só penso em levar meus filhos para bem longe daqui.
A música é um caso de policia, outro dia fiquei com as bochechas vermelhas ao prestar atenção a letra de uma delas, fiquei em uma situação realmente vexatória em estar ao lado de uma pessoa idosa que também fora submetida a tamanho escracho.
Não existe mais sensualidade, mas sim uma sexualidade abusada e exagerada, tudo gira em torno de sexo, uma sexualidade gratuita e vazia.
As mulheres nunca foram tão desvalorizadas e humilhadas, e esse fato nem me assusta, pois historicamente sabemos lidar com isso, o que me apavora é que essa falta de respeito é vista pela maioria com naturalidade, isso sim é o fim dos tempos.
Os valores estão invertidos completamente, posicionamentos mais conservadores estão sendo rotulados como preconceituosos e até ganham status de crime em alguns casos, enquanto crimes em diversas esferas estão sendo considerados como exercício de liberdade. Eu particularmente chamaria de libertinagem, um abuso da liberdade.
Dizem que as coisas antes de melhorar pioram muito, se o ditado for verdadeiro, e nesse momento eu espero que seja, então devemos estar próximos a algo que nos salve dessa libertinagem cultural e emocional que estamos vivendo, até porque não consigo ver possibilidade de piora.
Não se trata de ser careta ou querer parecer politicamente correta, se trata de medo mesmo, eu nunca vi tamanha desproporcionalidade entre direitos e deveres, e isso está acontecendo de uma forma geral, em todos os cantos.
Falaram tanto do fim do mundo, traçaram mapas e estudaram teorias milenares, olhamos para frente e para traz, mas esquecemos de olhar para o lugar certo, esquecemos de olhar para o presente, e é aqui que mora o fim, acho mesmo que estamos vivendo o fim do mundo, o fim do nosso mundo.
E olha como facilitamos as coisas, nem foi preciso água nem fogo, nós mesmos estamos nos destruímos sem ajuda de nada nem de ninguém.
Viva a liberdade!

Angélica Marques



Individu"iguais"


domingo, 13 de julho de 2014

BAIRRISTA

Certa vez ouvi de um conhecido a seguinte frase: “Eu sou muito bairrista mesmo, amo a minha cidade e jamais sairia daqui”.
Confesso que na ocasião achei a afirmação um pouco limitada, afinal, existem tantos lugares lindos, tantas oportunidades, tantos horizontes.
Naquele momento vi na afirmação um pouco de apego, uma certa limitação do ser.
Mas agora, vejo com outros olhos o que ouvi naquele dia.
Eu já morei em quatro cidades da região, e conheço quase todas as outras, e particularmente eu gosto muito de onde eu moro.
Nem por um decreto entrarei se quer por um instante em questões politicas, embora eu me sinta tentada.
Nós temos o péssimo hábito de gostar de tudo que é “de fora”, ao mais leve sinal de feriado logo partimos daqui para gastar todo o dinheiro que não temos em outras cidades.
É claro que não temos aqui uma estrutura de entretenimento tão desenvolvida como as de algumas cidades, mas se tivéssemos a história não seria outra.
Nós não temos amor as nossas coisas e nos deixamos iludir pelas luzes dos vizinhos, por mais forte que seja a nossa.
Sabe aquele ditado “a grama do vizinho é sempre mais verde”? acho que sofremos dessa síndrome.
Achamos um absurdo os preços de tudo por aqui, mas quando estamos em Ribeirão ou em alguma outra cidade não nos importamos em pagar quarenta, cinquenta reais para entrar em um bar, enquanto os nossos bares fecham por falta de clientes.
Por aqui temos excelentes cantores, violeiros, bandas maravilhosas que só fazem sucesso quando vão embora daqui, e tudo por que? Simples, porque não amamos o que é nosso.
Diariamente compartilhamos fotos de crianças, animais, e outras tragédias que nem sabemos se são mesmo verdadeiras. No entanto, ninguém se empenha suficientemente a divulgar o post sobre o desaparecimento, a mais de 90 dias, de um bebedourense.
Tudo bem que somos sim atraídos por coisas boas, eventos grandes e opções de compras mais diversificadas, mas se dermos quórum às coisas realizadas aqui, com certeza mais coisas virão, e cada vez serão melhores e maiores em relação à qualidade e também a quantidade.
Precisamos ser bairristas.
Temos tantas coisas boas em nossa cidade e não sabemos dar valor, temos não uma, mas sim duas faculdades aqui, e ambas com excelência no que se propõem.
Sou formada em Direito pelo Instituto Municipal de Ensino Superior Victório Cardassi, o IMESB, e tenho muito orgulho disso.
Esta faculdade Municipal me preparou, e me deu condições para ser aprovada no Exame de Ordem antes mesmo de concluir o curso, e eu me orgulho muito disso.
Conheço no mínimo umas 10 pessoas formadas em grandes universidades que não conseguiram até hoje a aprovação.
Não desmerecendo uma ou outra, mas o que eu quero dizer é que temos tudo aqui, só depende de nós fazermos uso do que é nosso, e com a consciência de que estamos bem amparados.
Precisamos ser bairristas, e bairristas ferrenhos. Participar mais das coisas que temos por aqui, e defender o que é nosso.
Bebedouro é nossa, e, problemas a parte, temos que nos conscientizar que uma cidade é feita de pessoas, e se você julga o local onde você mora como ruim, você tem que no mínimo se incluir nisso.

Angélica Marques.












sexta-feira, 11 de julho de 2014

Falhas minhas


PAIXÃO

O que faz de alguém melhor aos nossos olhos?
O que faz uma pessoa entre tantas outras especial aos nossos sentidos, todos eles.
O que faz de um simples cheiro (às vezes até de um perfuminho barato) nos inebriar?
O que faz de certos defeitos motivos de admiração? 
Pouco sei sobre essas respostas, mas confesso que todas essas perguntas me assolam.
Entre tantas pessoas elegemos apenas uma para que seja o senhor (senhora) da nossa razão, para que mande e desmande em nossas vontades e nos faça acreditar que estamos felizes ou não.
Algumas pessoas chamam de paixão, há quem acredite que se trate de uma doença, diz a escritora Danuza Leão que existem clínicas especializadas nos Estados Unidos onde os “apaixonados” podem se internar até que se tenha de volta o juízo normal.
Particularmente acredito que é mesmo uma doença essa tal paixonite, um sentimento insano que nos rouba simplesmente o essencial a nossa existência.
Mas, se é tão ruim, por que nos faz tão feliz? Se é tão ruim por que ao longo de nossas vidas quando ficamos algum tempo sem desfrutar deste sentimento nos sentimos vazios?  Incompletos?
Por outro lado não pode ser bom se nos rouba o juízo, se nos tira a dignidade e o amor próprio e quase sempre a paz.
Esse é um texto de perguntas, somente perguntas, e lá vai mais uma: Quantas vezes passamos por isso nesta vida? Quantas vezes somos capazes de suportar a total ausência de juízo? De ver furtados nossos sentidos?
Quantas vezes nosso coração é capaz de se partir em mil pedaços?  E depois de partido, ele volta à forma original?
Quanto às respostas digo que só podem ser buscadas em uma mesa regada a algo tão forte quanto á dor de cada um, eu particularmente não as tenho, e sinceramente não pretendo tê-las, nuca! Jamais!
Ignorando essas respostas podemos viver plenamente esse sentimento, e deixar que esse tsunami arraste para longe todas as nossas certezas.
A paixão obviamente não tem ligação nenhuma com o amor, assim como muito sabiamente disse Arnaldo Jabor e cantarolou Rita Lee, o amor é cristão e o sexo é pagão.
Amor, sexo, paixão, o certo mesmo é jamais misturar isso, nem um com o outro e nem o outro com um, nada! Cada um no seu espaço, fazendo seu papel.
Falando em papel, o amor tem seu papel, um ilustre convidado em nossas vidas, o sexo ainda mais... Mas a paixão, para que serve mesmo?
Seres apaixonados são desprovidos de seus sentidos e são capazes de ignorar até as leis da física, da química e até as leis dos homens.
Ora excelência, o ato fora cometido por paixão! E para isso deve ter perdão!
Até a lei se curva diante a insanidade que acomete os apaixonados, sendo assim vejo pouca esperança de equacionar esse sentimento.

Angélica Marques




Provoque!


quinta-feira, 10 de julho de 2014

ESPERANÇA


A palavra já vem cheia de promessas, cheia de doçura e de juras, a ideia de esperança nos leva, para o bem e também para outros rumos.
Culturalmente só vemos o lado bom dela, a esperança tanto pode nos levar a alçar voos mais altos, nos encorajar, quanto afundar-nos nos mais sombrios abismos.
Esse sentimento cultivado como positivo também pode nos causar embaraços, e às vezes nos impedir de seguir em frente quando isso é necessário.
A esperança oferece um amparo indiscriminado ao nosso querer e por vezes esse amparo vem de encontro a alguns casos que já não oferece mais nenhuma condição de sucesso.
A entrega é importante, a persistência idem, mas seguir em frente é essencial.
A entrega incondicional acontece principalmente quando queremos muito alguma coisa, quase sempre corremos o risco de ficarmos obcecados e nos debruçar em um falso sentimento de motivação.
Lembrando que a motivação nutriu tanto belos feitos da humanidade quanto os mais impuros.

Para fazer brotar um sentimento de esperança basta uma boa palavra amiga, um ombro verdadeiro, uma doce faísca de luz e boas expectativas.
Todos nós adoramos trazer alguma esperança para o próximo, trazer essa faísca motivadora.
Mas em contrapartida o que faz morrer a esperança? O que apaga a chama? O que abala nossas expectativas? E quando se faz necessário esse chamamento a realidade, quem o faz? Quem se arrisca a ser o destruidor de sonhos, o destruidor de possibilidades, quem tem coragem de ser o balde de agua fria?
Na busca pelo autoconhecimento é importante saber os limites dos nossos sentimentos, saber exatamente o que nos move e o que nos trava.

Para dominar nossos sentimentos e lidar com nossos desafios é importante saber como despertar o melhor em nós, como despertar o melhor do outro, esse conhecimento é a única ponte que existe neste abismo de emoções que somos, e manter essa ponte robusta e fincada em um bom terreno é muito inteligente.

Com o passar do tempo percebo que um carro veloz e potente se torna uma verdadeira arma se não tiver bons freios, a esperança é o combustível para a nossa vida, e os freios somente são desenvolvidos após várias colisões.

Não se trata de amargura ou falta de fé, se trata de maturidade, se trata de ponderação, preservação pessoal.
Nada contra a esperança, só é necessário cautela com o nevoeiro que vem com ela, este nevoeiro pode encobrir algumas curvas perigosas.
Temos que tomar muito cuidado onde investimos nossas energias, onde apostamos nossas fichas, porque apesar de todos falarem que a vida é curta, eu acrescentaria a essa característica de tempo outra, a vida além de curta é também única. E por ser única requer certos cuidados.
O tempo que dedicamos a estarmos felizes é o que nos move para todo o resto, nos move para o trabalho, nos move para o amor, nos move para ter compaixão e para evoluir, e isso é muito bom.
Para não ser atingido por este nevoeiro temos que estar sempre atentos, e avaliar o momento certo, tanto para mergulhar de cabeça em um projeto, quanto para sair dele sem olhar para trás.
Desistir de algo soa com um tom de fracasso, mas nem sempre é assim, e infelizmente só teremos essa visão depois de largos passos a frente, largos e dolorosos passo que damos em sentido contrário dos nossos desejos.
Saber chegar é tão importante quanto saber partir, e lembrando sempre que o final sempre precede um novo início.
Não é de bom tom deixar a teimosia ser rotulada como esperança, deixar a insistência vazia e marrenta ser chamada de tentativa.

Muitas vezes lutamos tanto por determinada coisa que no meio da luta aquilo nem mais nos interessa e ainda assim pelo vício, pelo mau hábito continuamos a nos debater, não mais pelo que queríamos, mas sim para vencer uma batalha inútil.
ANGÉLICA MARQUES

quarta-feira, 9 de julho de 2014

CONSELHOS


CONSELHOS

Em pauta aqueles conselhos que sempre buscamos quando passamos por uma situação qualquer, concluo, mesmo que prematuramente que são sempre inúteis.
Peço perdão pela conclusão seca e indócil, mas isso me toma neste momento.
Nomeamos pessoas comuns, mortais, pecadores como você e como eu, com os mesmos medos e com as mesmas fraquezas para divagar inutilmente sobre temas que muitas vezes desconhecem.
Mesmo assim buscamos essas opiniões, receitas, fórmulas supostamente mágicas de resolver situações pelas quais somos diariamente submetidos.
Conselhos... será que é mesmo verdadeiro o ditado? Se fosse bom era vendido. Acho que é quase isso.
Ninguém está capacitado para indicar o melhor caminho de uma estrada que desconhece, esses apontamentos além de inúteis podem ser perigosos.
Se colocar no lugar do outro e decidir, mesmo que no campo das ideias, qual a melhor postura a adotar é um comportamento muito arriscado.
Existem pessoas tão desfocadas da realidade que seguem exatamente aquilo que lhe é apresentado, sem ponderações, adequações ou questionamentos. Esse é o grande risco de “palpitar” na vida alheia, conduzir o outro diretamente para o buraco.
Penso que pedir opinião para outras pessoas é quase um vício, um hábito que nos liberta da responsabilidade de decidir sobre a própria vida.
Algumas pessoas sabem exatamente o que dizer, na hora certa, para a pessoa certa, esta habilidade muitas vezes é confundida com sensatez, porem, não passa de um dom com as palavras, e o fato de dizer coisas agradáveis e fazer pontuações adequadas não significa estar habilitado para indicar caminhos a serem seguidos.
É evidente e até bíblico que devemos nos orientar a respeito de alguns assuntos relevantes, o livro de Salomão, por exemplo, é todo baseado nesta teoria, de que devemos nos aconselhar com os mais sábios a respeito de temas que desconhecemos, lembrem-se, com os “mais sábios”.
O fato é que nossos critérios para a escolha de nossos conselheiros são rasos e desprovidos do cuidado que essa atitude requer, ao pedir um conselho mesmo que você não entre em detalhes sobre o problema, você estará expondo sua intimidade e na maioria das vezes a intimidade de outra pessoa envolvida.
E uma vez que sua vida cai na roda das opiniões, como brecar esse fenômeno? Impossível.
Limite a quantidade de pessoas as quais você expõe a sua vida, e ao eleger essa pessoa leve em conta quem ela elegerá para contar tudo que acabou de ouvir.
Estamos sempre buscando no outro as respostas para nossas questões.
É assustador pensas nisso, se não nos apegarmos a esses paliativos somos obrigados a assumir o leme de nossas vidas, somos obrigados a admitir que somos senhores da nossa razão, e ainda que todas as consequências dos nossos atos recairão exclusivamente sobre nós, únicos culpados por nossas escolhas, sendo essas escolhas sugestionadas ou não.

Angélica Marques

terça-feira, 8 de julho de 2014

As cartas que eu não mandei - (trecho)


Deveria ter alguém de plantão vinte e quatro horas por dia, para ler nossos e-mails, aqueles que apagamos após escolher minunciosamente cada palavra, e depois por conta do bom senso deletamos.

Angélica Marques

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Um Ex amigo.

Um ex-amigo.

Os amigos certamente foram criados para nos ajudar a suportar certas fases das nossas vidas sem enlouquecer completamente. Embora eu tenha alguns que colaboram com minha insanidade.
Algo nos leva a eleger uma pessoa entre tantas, somente para “querer bem”, a amizade é um amor diferente, maior, menor, enfim, a amizade é um sentimento muito doce que se preservado pode nos proporcionar momentos ótimos de cumplicidade.
Conheço muitas pessoas que trocam muito de amigos, hora estão com uma turma, hora com outra, e quando questionadas sobre os velhos amigos, simplesmente dizem que se afastaram.
Não vejo problemas em conhecer novas pessoas estar com novas tribos, mas eu particularmente tenho poucos amigos, contabilizo em uma de minhas mãos.
Essas pessoas que elegi como amigos de verdade são pessoas totalmente diferentes, nunca notei nenhum traço de semelhança na personalidade delas, a única coisa em comum é que são absolutamente amadas, só isso.
A primeira pessoa eleita compartilha comigo a minha vida a mais de 20 anos, e as outras estão também nesta faixa.
Me questiono se ficamos mais seletivos com o passar do tempo ou se as pessoas andam fechadas para esse tipo de relacionamento.
Quando temos um amigo de verdade tudo nele nos afeta, todo o sofrimento que esta pessoa passa nos atinge, nos aflige, queremos realmente o seu bem.
Diferente do amor entre homem e mulher, onde a única coisa que nos interessa é a presença física do ser amado, estando ele feliz ou não.
No entanto mesmo tendo vivido boas fases de nossas vidas ao lado dessas pessoas, essa relação passa por muitas mudanças, e isso nem sempre é bom.
Nós, seres humanos, estamos submetidos a uma série de desafios diário, experiências e sofrimentos que vão nos moldando e construindo, ou destruindo, nosso caráter.
Essa construção é individual e intransferível, mesmo você estando dia a dia com alguém certamente irão evoluir de forma distinta, cada um em seu ritmo.
E um belo dia você em um bate papo informal com aquela pessoa tão querida, você percebe que as afinidades já não existem e que não partilham mais pontos de vista.
Isso é geralmente um choque, sofrível por vezes, afinal está pessoa é parte de você.
Diz a escritora Danuza Leão que é necessário um “recadastramento” dos amigos, assim como em bancos, quando li a frase discordei completamente, porque levei ao pé da letra. Mas hoje guardadas as devidas proporções, acho que o dia a dia se encarrega deste recadastramento, a seleção é inevitável.
Velhos amigos são um privilégio, porém devemos lembrar sempre que cada um teve suas experiências e suas próprias batalhas.
Não devemos esperar que nossos velhos amigos estejam sempre antenados as nossas ideias e aos nossos ideias de vida, afinal o caminho percorrido foi diferente.
E a dica não poderia ser diferente, seja razoável com seu julgamento, tente entender que tudo muda e seu amigo não é diferente das outras pessoas.
E para finalizar, não espere que o outro faça o mesmo por você, afinal estamos falando de um EX amigo.

Angélica Marques



domingo, 6 de julho de 2014

Um ex-amigo.

Um ex-amigo.
 
Os amigos certamente foram criados para nos ajudar a suportar certas fases das nossas vidas sem enlouquecer completamente. Embora eu tenha alguns que colaboram com minha insanidade.
Algo nos leva a eleger uma pessoa entre tantas, somente para “querer bem”, a amizade é um amor diferente, maior, menor, enfim, a amizade é um sentimento muito doce que se preservado pode nos proporcionar momentos ótimos de cumplicidade.
Conheço muitas pessoas que trocam muito de amigos, hora estão com uma turma, hora com outra, e quando questionadas sobre os velhos amigos, simplesmente dizem que se afastaram.
Não vejo problemas em conhecer novas pessoas estar com novas tribos, mas eu particularmente tenho poucos amigos, contabilizo em uma de minhas mãos.
Essas pessoas que elegi como amigos de verdade são pessoas totalmente diferentes, nunca notei nenhum traço de semelhança na personalidade delas, a única coisa em comum é que são absolutamente amadas, só isso.
A primeira pessoa eleita compartilha comigo a minha vida a mais de 20 anos, e as outras estão também nesta faixa.
Me questiono se ficamos mais seletivos com o passar do tempo ou se as pessoas andam fechadas para esse tipo de relacionamento.
Quando temos um amigo de verdade tudo nele nos afeta, todo o sofrimento que esta pessoa passa nos atinge, nos aflige, queremos realmente o seu bem.
Diferente do amor entre homem e mulher, onde a única coisa que nos interessa é a presença física do ser amado, estando ele feliz ou não.
No entanto mesmo tendo vivido boas fases de nossas vidas ao lado dessas pessoas, essa relação passa por muitas mudanças, e isso nem sempre é bom.
Nós, seres humanos, estamos submetidos a uma série de desafios diário, experiências e sofrimentos que vão nos moldando e construindo, ou destruindo, nosso caráter.
Essa construção é individual e intransferível, mesmo você estando dia a dia com alguém certamente irão evoluir de forma distinta, cada um em seu ritmo.
E um belo dia você em um bate papo informal com aquela pessoa tão querida, você percebe que as afinidades já não existem e que não partilham mais pontos de vista.
Isso é geralmente um choque, sofrível por vezes, afinal está pessoa é parte de você.
Diz a escritora Danuza Leão que é necessário um “recadastramento” dos amigos, assim como em bancos, quando li a frase discordei completamente, porque levei ao pé da letra. Mas hoje guardadas as devidas proporções, acho que o dia a dia se encarrega deste recadastramento, a seleção é inevitável.
Velhos amigos são um privilégio, porém devemos lembrar sempre que cada um teve suas experiências e suas próprias batalhas.
Não devemos esperar que nossos velhos amigos estejam sempre antenados as nossas ideias e aos nossos ideias de vida, afinal o caminho percorrido foi diferente.
E a dica não poderia ser diferente, seja razoável com seu julgamento, tente entender que tudo muda e seu amigo não é diferente das outras pessoas.
E para finalizar, não espere que o outro faça o mesmo por você, afinal estamos falando de um EX amigo.  Angélica Marques.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Iguais?

Somos todos iguais, o que nos diferencia é o tanto que lutamos contra esse fato. Angélica Marques

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Se cada um cedesse aos próprios desejos, livremente sem entraves morais ou sociais, no mundo não haveria meio termo, ou seriamos absurdamente felizes, ou sucumbidos pelo tédio da satisfação plena.
Angélica Marques

terça-feira, 1 de julho de 2014





Nos resumimos tanto a fim de caber na vida de algumas pessoas que nos tornamos rascunhos de nós mesmos. Ninguém mais tem tempo nem interesse em  conhecer a "obra completa" (Angélica Marques)