sexta-feira, 18 de julho de 2014
SÓ UM TAPINHA NÃO DÓI!
Espada de São
Jorge, borrachinha de chuveiro, vara de marmelo, cinto de couro, chinelo e uma
infinidade de objetos que só as mães sabem escolher.
Todos esses
instrumentos, segundo meu entendimento, são essenciais para implantar o significado
da palavra NÃO para os pequeninos.
Recentemente
assistimos o caso de um garoto que foi assassinato cruelmente pela madrasta e,
possivelmente, com a anuência do próprio pai. Bom, e assim se implantou a
polêmica.
É importante
diferenciar ao “tapa limitador” de um ato de agressão praticado contra uma
criança indefesa. Repudio qualquer tipo de violência, ainda mais praticada
contra uma pessoa que não tem condições de se defender, mas vamos e venhamos,
se com uma condução rigorosa as crianças já resistem às regras, imaginem sem.
Foi aprovada,
devido à polêmica gerada pelo caso citado, a ”Lei Menino Bernardo”, que visa
colocar mais uma responsabilidade na conta do Estado, ou seja, mais uma coisa
que vai virar processo, a educação de uma criança será delineada pelo “pode,
não pode” do Poder Judiciário!
A meu ver, um
pai que deixa de corrigir seu filho no tempo correto e na proporção da sua
transgressão é que deveria ser punido, pois este pai está entregando a
sociedade um individuo sem limites e que não está acostumado a lidar com as
consequências de seus atos.
Acho que
experimentei todos os tipos de chinelos disponíveis no mercado na minha
infância, e o que isso me gerou não foram traumas, mas sim ensinamentos e
limites que carrego até hoje em minha vida.
O Estado não
pode e não deve interferir na escolha dos pais em relação ao método adotado
para conduzirem a educação dos seus filhos, pelo menos enquanto esse mesmo
Estado não tiver competência para, no mínimo, instruir a população a controlar
a quantidade de filhos que tem.
Particularmente
conheço um pouco sobre leis e garanto que já existem leis que protegem as
pessoas contra violência, seja ela praticada contra crianças ou adultos, pelos
seus pais ou por qualquer outra pessoa.
Até acho válido
a mídia estar atenta a casos de violência e noticiar esses expoentes que tanto
nos espantam de tempo em tempo, mas dai a criar uma lei assim, no calor da
discussão, eu acho que é potencializar o problema.
A ideia é bem
intencionada e parece um bálsamo diante a barbárie assistida nos telejornais,
mas vejamos; quem irá dosar o que pode e o que não pode?
O pai que grita
agride menos uma criança do que o pai que bate?
Se a criança
chorar muito a pena será maior?
A correção não
causa traumas, a correção ensina princípios. E não pode nem deve ser reprimida.
É dever da
família nortear os seus para que possam viver em sociedade. Caso contrário, se
um pai não tiver mais o direito de corrigir seu filho da maneira que julgar
adequada, o que esse pai fará diante a rebeldia do infante? Vai entrar com um
processo por desacato a autoridade contra seu filho?
Acho que um
velho ditado sempre cai bem: roupa suja se lava em casa.
Por aqui, ainda
fico no chacoalhão, mas por experiência própria confesso que as chineladas que
levei nunca doeram tanto assim. Doem mais as que levo hoje nesse mundão sem
porteira.
Angélica
Marques.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Passageiros
Consideramos nosso
caminho tão importante, nossas escolhas tão definitivas, nossos
"sins" tão arriscados, nossas renúncias tão heroicas.
Na verdade somos
meros passageiros de um trem que nunca para, e nosso ponto vai chegar.
Aproveite a viagem!
Aproveite a viagem!
terça-feira, 15 de julho de 2014
OUTRA VEZ...
E de repente começa outra vez, a dor, a lágrima fácil e aquele
aperto no peito.
Mas dessa vez, eu não vou correr pra você injustiçada com a
tua ausência e reclamando direitos que nunca tive, dessa vez ficaremos bem
aqui, só eu a tua ausência, ao menos é algo de você que não me deixa nunca.
Também não vou jurar que nunca mais te grito, até porque nem
quero isso, vou ficar aqui torcendo para esse amor próprio ser sufocado pela
saudade e sucumbir.
Angélica Marques.
Angélica Marques.
O FIM DO MUNDO
Acho péssimo o habito de
reclamar, as lamentações mesmo que motivadas geralmente não costumam render
resultados práticos, e no ritmo que vivemos não temos mais o direito de ser
antiproducentes. Mas preciso reclamar um pouco agora, e já que não pretendo ir
as ruas com cartazes e queimar bandeiras, seguirei com meu instrumento não
menos poderoso: As palavras!
Tudo anda mal, tudo
anda a beira do fim, o panorama de “tudo” é assustador.
A economia do Brasil
nunca esteve tão confusa, economistas falam em cautela, alguns sociólogos
enxergam uma mudança de postura do consumidor, o consumidor caminha
freneticamente contra todos os estudos, e eu só vejo meu carrinho de compras
cada vez mais caro e mais vazio.
A educação está uma
calamidade, outro dia vi um post onde uma suposta questão de uma prova mencionava
a funkeira Walesca Popozuda, intitulando-a como pensadora contemporânea (e eu
ainda tenho que escrever isso com letra maiúscula), achei até engraçado, mas quando
fui conferir era mesmo verdade, perdeu a graça na hora, meu Deus, onde valos
parar?
Se o que é esperado que
nossos jovens saibam é o que parafraseia uma figura dessas, eu não sei de mais
nada, só penso em levar meus filhos para bem longe daqui.
A música é um caso de
policia, outro dia fiquei com as bochechas vermelhas ao prestar atenção a letra
de uma delas, fiquei em uma situação realmente vexatória em estar ao lado de
uma pessoa idosa que também fora submetida a tamanho escracho.
Não existe mais sensualidade,
mas sim uma sexualidade abusada e exagerada, tudo gira em torno de sexo, uma
sexualidade gratuita e vazia.
As mulheres nunca foram
tão desvalorizadas e humilhadas, e esse fato nem me assusta, pois
historicamente sabemos lidar com isso, o que me apavora é que essa falta de
respeito é vista pela maioria com naturalidade, isso sim é o fim dos tempos.
Os valores estão
invertidos completamente, posicionamentos mais conservadores estão sendo
rotulados como preconceituosos e até ganham status de crime em alguns casos,
enquanto crimes em diversas esferas estão sendo considerados como exercício de
liberdade. Eu particularmente chamaria de libertinagem, um abuso da liberdade.
Dizem que as coisas antes
de melhorar pioram muito, se o ditado for verdadeiro, e nesse momento eu espero
que seja, então devemos estar próximos a algo que nos salve dessa libertinagem
cultural e emocional que estamos vivendo, até porque não consigo ver
possibilidade de piora.
Não se trata de ser
careta ou querer parecer politicamente correta, se trata de medo mesmo, eu
nunca vi tamanha desproporcionalidade entre direitos e deveres, e isso está
acontecendo de uma forma geral, em todos os cantos.
Falaram tanto do fim do
mundo, traçaram mapas e estudaram teorias milenares, olhamos para frente e para
traz, mas esquecemos de olhar para o lugar certo, esquecemos de olhar para o
presente, e é aqui que mora o fim, acho mesmo que estamos vivendo o fim do
mundo, o fim do nosso mundo.
E olha como facilitamos
as coisas, nem foi preciso água nem fogo, nós mesmos estamos nos destruímos sem
ajuda de nada nem de ninguém.
Viva a liberdade!
Angélica Marques
segunda-feira, 14 de julho de 2014
domingo, 13 de julho de 2014
BAIRRISTA
Certa vez ouvi
de um conhecido a seguinte frase: “Eu sou muito bairrista mesmo, amo a minha
cidade e jamais sairia daqui”.
Confesso que na
ocasião achei a afirmação um pouco limitada, afinal, existem tantos lugares
lindos, tantas oportunidades, tantos horizontes.
Naquele momento
vi na afirmação um pouco de apego, uma certa limitação do ser.
Mas agora, vejo
com outros olhos o que ouvi naquele dia.
Eu já morei em
quatro cidades da região, e conheço quase todas as outras, e particularmente eu
gosto muito de onde eu moro.
Nem por um
decreto entrarei se quer por um instante em questões politicas, embora eu me
sinta tentada.
Nós temos o
péssimo hábito de gostar de tudo que é “de fora”, ao mais leve sinal de feriado
logo partimos daqui para gastar todo o dinheiro que não temos em outras
cidades.
É claro que não
temos aqui uma estrutura de entretenimento tão desenvolvida como as de algumas
cidades, mas se tivéssemos a história não seria outra.
Nós não temos
amor as nossas coisas e nos deixamos iludir pelas luzes dos vizinhos, por mais
forte que seja a nossa.
Sabe aquele
ditado “a grama do vizinho é sempre mais verde”? acho que sofremos dessa
síndrome.
Achamos um
absurdo os preços de tudo por aqui, mas quando estamos em Ribeirão ou em alguma
outra cidade não nos importamos em pagar quarenta, cinquenta reais para entrar
em um bar, enquanto os nossos bares fecham por falta de clientes.
Por aqui temos
excelentes cantores, violeiros, bandas maravilhosas que só fazem sucesso quando
vão embora daqui, e tudo por que? Simples, porque não amamos o que é nosso.
Diariamente
compartilhamos fotos de crianças, animais, e outras tragédias que nem sabemos
se são mesmo verdadeiras. No entanto, ninguém se empenha suficientemente a
divulgar o post sobre o desaparecimento, a mais de 90 dias, de um bebedourense.
Tudo bem que
somos sim atraídos por coisas boas, eventos grandes e opções de compras mais
diversificadas, mas se dermos quórum às coisas realizadas aqui, com certeza
mais coisas virão, e cada vez serão melhores e maiores em relação à qualidade e
também a quantidade.
Precisamos ser bairristas.
Temos tantas
coisas boas em nossa cidade e não sabemos dar valor, temos não uma, mas sim
duas faculdades aqui, e ambas com excelência no que se propõem.
Sou formada em
Direito pelo Instituto Municipal de Ensino Superior Victório Cardassi, o IMESB,
e tenho muito orgulho disso.
Esta faculdade
Municipal me preparou, e me deu condições para ser aprovada no Exame de Ordem
antes mesmo de concluir o curso, e eu me orgulho muito disso.
Conheço no
mínimo umas 10 pessoas formadas em grandes universidades que não conseguiram
até hoje a aprovação.
Não desmerecendo
uma ou outra, mas o que eu quero dizer é que temos tudo aqui, só depende de nós
fazermos uso do que é nosso, e com a consciência de que estamos bem amparados.
Precisamos ser
bairristas, e bairristas ferrenhos. Participar mais das coisas que temos por
aqui, e defender o que é nosso.
Bebedouro é
nossa, e, problemas a parte, temos que nos conscientizar que uma cidade é feita
de pessoas, e se você julga o local onde você mora como ruim, você tem que no
mínimo se incluir nisso.
Angélica
Marques.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
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